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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Uma breve definição sobre machismo

Infelizmente as ideias machistas estão enraigadas há séculos no comportamento social, onde o gênero masculino está sempre em posição superior ao feminino, em miúdos, o homem se considera numa posição distinta e/ou elevada em relação a mulher.
Neste ideal machista, a mulher passa a ser vista como um ser submisso onde questões que envolvem brincadeiras, comportamentos, profissões, emoções,...faz a divisão entre os dois mundos.
Com denominações que o caracterizam como valentões, machões, viris, a maioria, infelizmente incorpora estas características e violentam as mulheres como se fosse um comportamento normal e aceito por toda a sociedade.
O mundo mudou. As pessoas não podem aceitar mais este tipo de comportamento. Este ser machista que violenta a mulher as custas do que acredita, precisa ser julgado e condenado. Precisamos viver num mundo de respeito, onde os direitos são iguais e as pessoas devem ser tratadas com consideração.
#machismonuncamais#

Vítima de machismo - parte II

Atualizado em 25/11/2015 15:50:54

  

Matéria publicada e disponível em:  http://www.correio24horas.com.br/single-esporte/noticia/nao-ha-como-estuprar-uma-atriz-porno-diz-defesa-de-lutador-acusado-pelo-crime/?cHash=d628d0d4a96617a33fa5e63b66e2b351

"Não há como estuprar uma atriz pornô", diz defesa de lutador acusado pelo crime

Jonathan Koppenhaver foi preso acusado de espancar e estuprar a namorada, a atriz pornô Christy Mack
O lutador de MMA Jonathan Koppenhaver, preso no ano passado, poderá ter a sua pena agravada. Koppenhaver, mais conhecido por War Machine (Máquina de Guerra), é acusado de espancar e tentar estuprar a namorada, a atriz pornô Christy Mack, no próprio apartamento da vítima.
Em audiência realizada na segunda-feira (23), o advogado do lutador teria dito que seu cliente era inocente e afirmou ainda que não há como estuprar uma atriz pornô. "Não haveria como estuprar Christy por ela ser uma atriz pornô e gostar de sexo violento", disse Brandon Sua.
War Machine ainda mandou um beijo para a promotora que cuida do caso. "Juiz, ele me mandou um beijo e eu achei isso ofensivo", disse a promotora Jacqueline Bluth durante a audiência. Segundo informações do jornal Las-Vegas Review Journal, o lutador não demonstrou nenhum tipo de arrependimento.
O atleta agora é acusado de 34 crimes, incluindo estupro, sequestro e tentativa de assassinato da ex-namorada. O crime foi cometido no dia oito de agosto de 2014 e ele foi preso uma semana depois. Koppenhaver chegou a tentar suicídio na prisão.
Relembre o casoEm agosto de 2014, Christy Mack acusou Jonathan Koppenhaver de tê-la agredido. Na ocasião, ela publicou fotos em que aparece hospitalizada com hematomas e fraturas, além de um texto no Twitter contando a situação.
"Minhas lesões incluem 18 ossos quebrados ao redor dos meus olhos, meu nariz foi quebrado em dois lugares, perdi dentes e vários outros estão quebrados".
War Machine e Christy Mack(Foto: Reprodução)

Vítima de machismo - parte I


Texto publicado nas redes sociais por Suzane Jardim (29/11)
Meu amigo secreto achava que era absurdo uma garota aceitar tomar cervejas pagas por um homem e se recusar a transar com ele depois.
Foi o que a moça que nos acompanhava na madrugada do dia 30 de novembro de 2013 ousou fazer: aceitou o convite de ir tomar umas cervejas e ouvir música em um apartamento na Vila Mariana, assim como eu havia aceitado, mas não queria fazer sexo com o dono do apartamento.
Então, meu amigo secreto começou a ter um comportamento ofensivo e hostil com a moça em questão.
"Cala a boca, vagabunda", "Essa puta fala demais", etc.
Infelizmente, eu era a companhia do meu amigo secreto naquela noite e via esse comportamento agressivo e abusivo ir crescendo conforme a noite passava.
Até que tive nojo.
A situação chegou a um extremo onde não quis mais a companhia daquele cara.
Quando ele me chamou para irmos embora, minha resposta foi:
- Não. Não saio com machistinha escroto.
Ele me mandou repetir.
Eu o fiz.
E o resultado disso foi ter sido atirada de cabeça da janela do apartamento no quarto andar.
Dois anos se passaram.
E por mais que eu tente, as dores que sinto e que me acompanharão por toda a vida, não me deixam esquecer ou deixar de falar sobre.
Falo da dor física, mas não só.
Acordar do coma e descobrir que o rapaz registrou o caso como "queda acidental e possível tentativa de suicídio" apostando na minha morte.
Ter que, lá mesmo, na cama da UTI, lutar para que soubessem o que realmente aconteceu - mesmo com perfurações no pulmão, mesmo à base de doses de morfina, mesmo achando que eu poderia morrer a qualquer hora, mesmo sem saber se um dia eu voltaria a andar.
Meu medo era sair da UTI e ser mandada para uma clínica psiquiátrica. Ser afastada do meu filho e taxada como uma louca suicida incapaz de educar uma criança.
Consegui.
O caso se espalhou, fiz barulho e em poucas semanas o ‪#‎meuamigosecreto‬ deixou de ser secreto.
Seu nome completo, idade e outros dados, foram divulgados por diversos portais de notícias em todo o Brasil.
Fiz exatamente o que todo mundo que se incomodou com a campanha sugeriu:
"denuncia"
"não fica de indireta"
"vai atrás"
"só expor o caso sem nomes não adianta nada"
O resultado foram matérias como essa do Estadão, no melhor estilo "Gay pega gripe e culpa a homofobia".
Um assédio absurdo por parte da imprensa sensacionalista.
Comentários que ressaltavam o quanto eu mereci aquilo - afinal qualquer homem faria o mesmo com uma mulher tão feia.
O recebimento de mensagens de ódio nas redes sociais - coisas como "você não tem vergonha de encher a cara no meio de uma suruba em um apartamento e depois vir politizar a coisa? devia ter morrido, vagabunda"
Ver surgir entre colegas e vizinhos campanhas de apoio ao rapaz:
- Não acredite no que diz a mídia! Toda história tem dois lados! Ouçam o lado do cara!
Precisar ouvir que se eu me desse o respeito isso não aconteceria. Que se eu não fosse uma safada e estivesse em casa com meu filho estaria tudo bem. Que a culpa foi minha, que eu fui burra. Que homem é assim mesmo e que eu deveria saber disso.
Sensação de insegurança, impotência, humilhação - e tudo isso enquanto eu tinha que tentar explicar pro meu filho o porquê da mamãe estar toda machucada, sem andar e usando fraldas em cima de uma cama.
Hoje, o caso já é tratado como tentativa de homicídio - não há mais dúvidas e o inquérito está fechado.
O rapaz que tentou me matar,
não prestou socorro,
fez um boletim de ocorrência mentiroso,
não se apresentou quando foi intimado pela polícia
e ficou foragido por quase um ano após seu mandato de prisão ser decretado
conseguiu o direito de aguardar o julgamento - que pode ser daqui meses ou daqui anos - em liberdade.
Tem dias que eu me deito pra dormir e percebo que cansa sentir dor o tempo todo.
Cansa saber que eu preciso de fisioterapia permanente. Cansa saber que a cada ano eu vou perder minha mobilidade mais e mais e que as dores que sinto só irão aumentar. Cansa ter que pensar em algo rápido pra responder sempre que alguém me vê de bengala por aí e pergunta "nossa, mas tão jovem... o que foi que aconteceu?". Cansa ouvir "mas Deus é maravilhoso, isso aconteceu pra você aprender uma lição". Cansa ter que explicar, principalmente, o porquê de eu ter lutado tanto e tanto e o meu amigo secreto - LUIS HENRIQUE NOGUEIRA - ainda estar em liberdade.
Cansa subir no ônibus todo dia e ter pânico de talvez encontrá-lo.
Dois anos e sigo aqui,
como um exemplo involuntário de como funciona a justiça em casos de violência contra a mulher.
De como a mídia e a sociedade tratam a questão quando ela é de fato escancarada.
De como as vítimas são tratadas de um modo cruel enquanto seus agressores seguem impunes.
Então só digo: é necessário muita coragem pra expôr nossos casos, dar nomes aos nossos agressores, entender que não temos culpa quando há todo uma estrutura social montada para dizer o contrário.
Jamais julgarei aquelas que quiserem se privar disso.
Ainda hoje dói lembrar como não tive opção alguma de me privar de toda essa violência.
A todas vocês que tiveram essa coragem, obrigada.
Ver toda essa movimentação me faz pensar que esses dois anos de batalha e de dor talvez não tenham sido assim tão em vão.
E que apesar de eu ser essa garota "feia",
que provavelmente não presta pois foi "mãe aos 18 anos"
e que faz parte dessa "boa parte da mulherada que não se dá valor e respeito e por isso não pode se queixar":
Ainda mereço amor e respeito,
e não estou sozinha.

domingo, 29 de novembro de 2015

Siga adiante


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"Vai,
e, 
se der medo,
vai com medo mesmo"

Com medo

Eu me sinto com medo.
Com medo de encarar de frente o que vivi,
com medo de enxergar o quanto errei,
com medo de me olhar e perceber que o tempo passou.
Eu me sinto com medo.
Com medo de ver que não consegui,
com medo de confirmar o quanto fui infeliz,
com medo de entender que ele nunca me amou.
Eu me sinto com medo.
Com medo de enxergar que não sou mais a mesma pessoa,
com medo de constatar que sou vítima do meu próprio sofrimento,
com medo de compreender o que não me é compreendido.
Eu me sinto com medo,
com medo dos meus próprios medos,
com medo de seguir adiante,
com medo do que fiz e de quem eu sou.
Eu me sinto com medo,
porque sei que errei
e todo erro têm o seu preço
e não sei se consigo pagar por ele.

sábado, 28 de novembro de 2015

De volta!

Precisei fazer uma viagem e fiquei desconectada. Mas agora estou de volta. Tive a oportunidade de participar de um treinamento, onde tivemos a chance de debater um tema de grande relevância para a nossa realidade: Educação, Pobreza e Desigualdade Social. É muito bom saber que nos próximos meses, estaremos empenhados em trabalhar este tema e tentar fazer a diferença. O que mais gostei foi perceber o quanto a diversidade nos une em um único propósito. Uma equipe seleta, com ideias inovadoras em busca de algumas respostas.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Dica do dia

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Ficarei off line por 2 dias, a minha dica é: seja humilde perante as adversidades da vida. A humildade não te faz mais fraco, mas te deixa mais forte para compreender o que muitos ainda não conseguem. #ficaadica#