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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Vale a pena falar sobre violência?

Quando comecei a escrever este blog, estava fazendo mestrado e lia muito sobre temas voltados à violência. Consequentemente, passei a ter uma nova visão sobre este assunto. Ao mesmo tempo, percebi que as pessoas que estavam ao meu redor sofriam violência todo o tempo. Uns percebiam, outros não. Uns queriam sair desta situação, outros não. Todo tipo de violência foi relatada para mim em algum momento e muitas delas pude narrar aqui.
Com o tempo, percebi que era algo constante e inevitável. Eu chegava à um local e até mesmo sem conhecer as pessoas, alguém se aproximava e contava a sua história narrando uma violência sofrida. Comecei a me questionar se por escrever sobre violência eu estava atraindo estas pessoas e não sei ao certo dizer a conclusão que cheguei. Uma parte de mim diz que sim, outra diz que não. 
Parece que é algo do tipo: quando você saí com uma blusa amarela, você vê várias pessoas com vestes amarelas. A mesma coisa acontece quando você trata de debater sobre um tema, talvez fica mais perceptível os fatos quando você dá mais atenção a eles.
Neste período que escrevi neste blog, sofri, chorei e me emocionei com muitos relatos. Não tem como ser indiferente a eles, muito menos às pessoas que sofreram estas violências. Penso em quantas pessoas perderam a vida sofrendo qualquer tipo de violência, penso nas que sobreviveram, penso nas que diariamente sofrem violência e nas que ainda sofrerão. Pensar nestas pessoas dilacera meu coração. Realmente é um ato que marca para sempre a vida de quem passou por isso. Sinceramente, sinto muito por tudo que estas pessoas passaram e eu gostaria muito de que tudo fosse superado e que cada um da sua maneira, pudesse seguir em frente.
A violência, infelizmente, está aí. Ela se faz presente na vida de cada um de diferentes formas e eu não sei se continuar falando sobre isso, aqui no blog, ajudaria alguém. Então, realmente acredito que está na hora de colocar um fim ao que escrevo aqui.
Agradeço a todos que me apoiaram, agradeço as amizades virtuais que fiz neste período, agradeço a todos que confiaram em mim narrando sobre suas vidas, agradeço a todos que de alguma forma lutaram e ainda lutam por esta causa. 
Afinal, a violência não tem que ser banalizada. Ela precisa ser derrancada de nosso meio. Se cada um fizer sua parte quem sabe não veremos uma transformação na vida dos que nos cercam? Acreditar, lutar, confiar, apoiar, denunciar pode ser um início, não é verdade?
Resultado de imagem para pelo fim da violência #pelofimdaviolência

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Quando fazemos história

Quando fazemos história é uma série baseada em fatos reais que está passando no Canal Sony. Esta semana passará o quarto episódio. Esta série trata-se de um documentário sobre a luta dos LGBTs desde a década 70, nos EUA. 
Pelo que soube, esta série será dividida em 8 episódios e trata da luta dos LGBTs pelo Movimento dos Direitos Civis. A história toda é emocionante e ilustra a luta que ainda não acabou.
Resultado de imagem para série quando fazemos história #amequemquiseramar#

sábado, 15 de julho de 2017

Mutum - o filme



Campo Geral, de Guimarães Rosa, é a inspiração para Sandra Kogut desenvolver o drama sobre a vida familiar do menino Thiago no interior do Brasil. Ali, é obrigado a confrontar uma infância dura diante de uma família que briga intensamente, apenas para ir perdendo, pouco a pouco, a inocência. Um dos mais belos filmes nacionais da última década, tem a direção segura e suava de Kogut, que retrata como poucos a poesia e a aspereza da vida do Brasil profundo.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Parece que não acaba

Resultado de imagem para violencia frases A violência continua e com tanta crise tende, infelizmente, a piorar. Uma coisa é certa: "as pessoas se tornam violentas quando se tornam impotentes." 
A minha pergunta é: o que poderíamos fazer para tentar minimizar esta situação? Se souberem, informem.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

sábado, 24 de junho de 2017

Como traduzir o poder feminino?

Esta pergunta foi feita num concurso patrocinado pelo Banco Mundial e eu me vi imaginando como eu teria feito a interpretação deste questionamento. Depois de alguns minutos refletindo, acredito que a imagem abaixo representa bem o meu pensamento:

Resultado de imagem para corrente quebrando É como se a mulher desvencilhasse de tudo que a segurasse e que a impedisse de seguir em frente. É ela quebrando as rupturas, dando um grito de liberdade, tomando posse de sua vida, se empoderando. 

E você já parou para pensar sobre isso?

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Banalidade do Mal segundo Hannah Arendt

Hannah Arendt, filósofa judia, cria o termo "banalidade do mal" onde defende que, em resultado da massificação da sociedade, se criou uma multidão incapaz de fazer julgamentos morais, razão porque aceitam e cumprem ordens sem questionar.




Teorias para entender o pensamento de Arendt:

1- Engrenagem: as pessoas são parte de um processo, então qualquer um pode exercer a função do outro, por pior que seja;
2- Culpa coletiva: quando todos são culpados, ninguém será julgado;
3- Consciência: há pessoas que não conseguem dialogar com elas mesmas. Neste momento, existe uma incapacidade de reflexão dos seus próprios atos.

A pergunta que fica é: porque os seres humanos têm tanto apreço pela violência? Porque nos envolvemos com ações impensadas de maldade?
Estas perguntas ficam para serem refletidas por cada um de nós. E não só repensada e refletida, mas tendo a resposta, tentar reverter este mal em bem. Mas como? Através  das nossas ações. São as nossas ações que refletem quem realmente somos. "Não permita que o que é corriqueiro se torne banal". Reaja.


l. Resultado de imagem para o que é banalidade do mal  Hannah Arendt chegara à conclusão de que o mal se torna banal quando as condições de pensamento se esvaziam. Como você pretende lidar com seus pensamentos? Eles serão manipulados por uma massa ou você consegue delinear o seu pensamento e a sua ação?