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domingo, 5 de abril de 2015
Alma gêmea existe?
Falar de alma gêmea é como falar de algo que acreditamos, mas cada um o interpreta da forma que lhe convém. Há quem ache o assunto brega, outros já considera romântico. Não há uma definição certa, mas existem alguns indícios que podemos observar:
1. Vocês se comunicam sem palavras,
2. Vocês dois se sentem totalmente à vontade um com o outro desde o dia em que se conheceram,
3. O relacionamento proporciona um senso de calma interior aos dois parceiros,
4. Você e seu parceiro têm identidades separadas mas encaram o mundo juntos,
5. O relacionamento é intenso,
6. Há algo de inseparável entre o casal,
7. Você se sente protegido (a),
8. Não há como imaginar uma vida sem ele (a).
Se ao terminar de ler, você olha para o seu parceiro e percebe que ele tem os oito itens que aí estão elencados, possivelmente ele pode ser sua alma gêmea. Se você não conseguiu identificar nenhum item na sua relação, não precisa terminar o relacionamento, afinal é muito raro esse encontro entre duas pessoas, então aproveite com quem você está e faça dele o seu parceiro fiel.
Se quiser ler mais sobre o assunto consulte:
http://vidaeestilo.terra.com.br/horoscopo/almas-gemeas/
http://thesecret.tv.br/2014/12/10-sinais-que-voce-encontrou-sua-alma-gemea/
http://www.bolsademulher.com/amor/9-sinais-de-que-voce-encontrou-sua-alma-gemea
Rafaela
Adoro me sentir amada. Sempre fui assim. Gosto de saber que provoco, que chamo atenção, que tenho uma pessoa que realmente gosta de mim. Meu último relacionamento foi muito intenso. Amei e fui amada. Passamos por momentos intensos. Estávamos sempre juntos. Não havia nada que pudesse impedir nossos impulsos de viver. Ah, esqueci. Existia apenas uma coisa que poderia acabar com tudo: a morte.
Nunca pensei na morte. Sempre pensei na vida. Em aproveitá-la o máximo. Com o Joca o dia não parecia ter fim. Éramos constantes e inconstantes. Estávamos aqui e depois ali. O que posso dizer disso tudo é que não sei se realmente fazia o certo. Só sei que fiz o que achava que era o certo. Criamos um mundinho nosso e éramos felizes. Isso é o que importava no momento. Na realidade, isso sempre importou. Achávamos que éramos almas gêmeas. Hoje me pergunto se existe alma gêmea. Creio que sim, porém, também acho que não. A alma gêmea não deveria ser eterno?
Quando paro para pensar, percebo, que o que pode ter saído errado na nossa relação é que ela era só nossa. Não tem como existir num mundo e achar que não há mais nada para ser feito além de amar e ser amada. Penso que poderíamos ter controlado melhor os nossos impulsos, mas quem que pensa em controlar impulsos quando se ama? Nós não pensávamos.
sábado, 4 de abril de 2015
Quantas vezes...
Acredito que, nós mulheres, em algum momento da nossa vida, sonhou em ser protagonista de um filme de romance, em viver uma história de amor dos contos de fadas, em receber declarações de amor das mais inusitadas, e por aí vai...Somos assim, românticas por existência. O que precisamos é tentar balancear entre amar e ter os pés no chão para que o que aconteceu com a Laura não se repita a todo momento com cada uma de nós. É preciso ter dúvidas, questionarmos e não confiarmos nas pessoas de forma ilimitada. Antes de nos entregarmos em uma relação, devemos saber onde estamos pisando.
Laura
Durante muitos anos, acordei acreditando que me casaria com um príncipe encantado. Passava horas planejando como seria o meu casamento, a minha casa e como aproveitaria a minha família. Quando fiz 17 anos me apaixonei. Oscar era perfeito. Tinha conhecimento, era maduro, bonito e se vestia bem, tinha o emprego certo, enfim, era o homem que todo mundo queria.
Durante muitos meses namoramos. Ele queria ter uma relação mais séria. Eu ganhava presentes o tempo todo: chocolates, bichos de pelúcia, flores. Quando fiz 18 anos os presentes se tornaram mais sérios: perfumes, lingerie, jantares românticos.
Eu amava. Estava vivendo o melhor momento da minha vida. Oscar também me amava: me ligava, ia me buscar na escola, estava sempre comigo. Mas sabia que ele queria mais. Eu estava pronta e confiante para o próximo passo.
Lembro que disse a ele que queria uma demonstração de amor. Nesse momento, achei que ele fosse me pedir em casamento, mas o anel que ele me deu com os votos de amor, surtiu um efeito bem positivo. Ao questioná-lo sobre a nossa união, ele dizia que estava muito cedo, que ele tinha que conseguir uma promoção no emprego e que eu deveria terminar os estudos. Acreditando em tudo, entreguei-me.
Eu não sei dizer sobre a minha primeira noite foi uma mistura de sentimentos. No final, eu só queria estar com ele. Sabia que fazia o que era o certo. Nos meses que se seguiram, encontrávamos todos os dias. Passávamos horas juntos. Eu realmente acreditava que estávamos cada dia mais próximos.
Nesse ínterim, fui me afastando de todos os meus amigos e familiares. Eles não gostavam do meu namoro. Achavam o Oscar bem mais velho e sempre repetiam que eu ainda não tinha conhecido a família dele. Algumas vezes cheguei a perguntá-lo sobre isso. Ele me dizia que era filho único e que perdera seus pais quando adolescente. Senti tanta tristeza que depois desse dia não quis mais tocar no assunto. Afinal, ele era um sobrevivente.
Os meses foram passando, acabou que nem me dei conta que já morava com ele. Eu adorava tudo, cada momento, apesar de não tê-lo todos os dias perto de mim. Ele trabalhava muito e com isso as viagens a trabalho, as reuniões até tarde. Mas ele sempre dava um jeito de me ligar e dizer que me amava.
Um dia cansada de ficar em casa e depois de muita insistência da minha irmã, saímos. Disse logo a ela que se perguntasse algo sobre mim e o Oscar que iria embora. Ela disse que se eu estivesse bem que isso já era suficiente para ela. Foi uma tarde agradável. Conversamos, rimos, lembramos sobre os velhos tempos e como sempre havíamos sido unidas e confidentes. A tarde passara rápido e a noite já se aproximava. Olhei as horas, eram quase 19:00 horas. Tinha que voltar para casa. Normalmente, Oscar me ligava por volta das 20:00 horas e eu tinha que atendê-lo.
Despedi-me e saí. Estava feliz de ter encontrado com a minha irmã. Sabia que queria vê-la mais vezes. Ao andar até o ponto de ônibus, observei num restaurante que passara, que estavam comemorando um aniversário. Pareciam felizes. Parei um pouquinho para observar. Senti saudades dos meus pais e de quando eles comemoravam o meu aniversário. Tinha sempre um ritual. Percebi que algumas lágrimas estavam saindo dos meus olhos. Voltei para a festa e fiquei tentando imaginar quem era o aniversariante. Fui tomada por uma onda de pânico.
Eu não acreditava no que via. Com certeza era ilusão ou um tipo de vertigem. Oscar estava ali. Como não conseguia me mover, continuei observando. Ele e uma mulher estavam atrás do aniversariante. Percebi depois das fotos que eles tiravam que a criança o abraçara e que depois ele e a mulher se beijaram. Aquilo era uma família feliz e eu não fazia parte dela. Senti uma pontada no meu coração, corri.
Naquele momento que ouvi uma freada de um carro, soube que nunca mais o veria.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Abandono
O abandono é uma forma de violência muito semelhante à negligência. A Violência por abandono é caracterizada pelo rompimento dos vínculos afetivos da família, representado pelo fato de ignorar a pessoa presente no contexto familiar. Esta situação torna-se claro, quando Josuel sem qualquer tipo de manifestação afetiva decide por si só, sair da vida de Cecília e Carolina sem importar com as consequências de seus atos diante da vida de sua família.
Cecília
Escrevo para contar um pouco
sobre a minha vida. Sou Cecília e nasci numa casa rodeada de tudo que o
dinheiro pode comprar, só não comprava o que eu mais queria da minha família
que era me sentir amada por eles. Eu realmente queria que pelo menos uma vez eu
pudesse receber uma atenção verdadeira. Mas isso nunca foi possível.
O que sei que numa das viagens
que eu sempre fazia, conheci Daniel. Nessa época eu já estava com meus 19 anos
e cursava arquitetura na faculdade. Nossa amizade era verdadeira: conversávamos
sobre tudo, saíamos juntos, viajávamos, éramos eternos confidentes. Quando ele
começou a namorar pensei que abalaria a nossa união, mas ela se manteve. Um certo
dia, ele resolveu me apresentar um colega de trabalho, o Josuel e foi aí que
minha vida começou a mudar.
Me apaixonei no primeiro momento.
Parecia que ele me conhecia há anos e nossos gostos eram iguais. Em dois anos,
já estávamos casados. No nosso primeiro ano de casados, foi ótimo. Uma paixão
que não acabava mais. Não conseguíamos ficar um minuto longe um do outro, mas
com o tempo, comecei a perceber que o nosso relacionamento esfriava.
Conversei com Daniel sobre o que
sentia, comecei a achar que o meu marido já não me queria mais, talvez, tinha
arrumado uma outra pessoa. Daniel me acalmou como ele sempre fazia e me
prometeu descobrir o que estava acontecendo. Numa noite de chuva, estava
sozinha em casa. Ligava para o celular do Josuel e ele não atendia. Comecei a
sentir uma solidão insuportável. Liguei para Daniel aos prantos e pedi que ele
fosse a minha casa. Em quinze minutos ele já estava na porta da minha casa.
Quando abri ele viu o meu estado.
Não estava nada bem. Chorando, embriagada e não falando nada de forma sensata,
ele achou que o melhor que devia fazer era me colocar na cama para dormir. Pedi
que ele ficasse ali e não me deixasse sozinha. Adormeci. Quando acordei já era
de manhã e ao virar, vi que Josuel dormia ao meu lado. Achei melhor nem
perguntar onde ele estava na noite anterior.
Passados dois meses, sentia enjoo
o dia inteiro. Comecei a acreditar que poderia ser uma gravidez. Fui ao médico
e a resposta se confirmava. Estava muito feliz, filho era tudo que eu queria. Liguei
para o Daniel contando sobre a criança que estava vindo. Ele não se aguentou de
tanta felicidade. Fui logo dizendo: você sabe quem será o padrinho não é?
Quando desliguei lembrei que
tinha que dar a notícia a Josuel. Aguardei ele chegar em casa para contar. Não o
senti com o mesmo entusiasmo. Os meses foram passando e preparava tudo sozinha
para o nascimento de Carolina. Quem me acompanhava ao médico era o Daniel que
como sempre não me abandonava. Quando Carolina nasceu, Josuel chegou no quarto
e me perguntou de quem era a criança. Assustei. Achei que estava brincando. Ao ver
a seriedade que ele se encontrava, percebi que ele não estava para
brincadeiras. – Como assim, de quem é a criança? E completei é claro que é
nossa. Ele passou os olhos sobre ela e com toda frieza disse que não parecia
nada com ele.
Quando voltei para casa, não
havia praticamente mais nada lá. Parecia que entrava numa casa pronta para ser
alugada ou vendida. Não havia nenhum mobiliário dentro de casa. Fui percorrendo
toda a casa com Carolina no colo e tudo permanecia do mesmo jeito, sem nada. Quando
abri a porta do meu quarto a mesma constatação. Nada. Eu não acreditava. Josuel
havia ido embora de casa e me deixava sem nada. Ele havia me roubado tudo,
inclusive a minha vida.
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